domingo, novembro 30, 2003

ESQUECER. NUNCA!

Na celebração de mais um aniversário o torcionário Pinochet foi entrevistado por uma televisão de Miami, que se deslocou a Santiago do Chile.

De entre as diversas enormidades ditas, passo a transcrever algumas que, se não fossem ditas por quem as disse sobre o que se passou no Chile após 11 de Setembro de 1973, seriam dignas de estar presentes num manual de disparates históricos.

1- Considero-me um anjo patriótico, que apenas desempenhei o meu papel ao lutar contra os demónios marxistas e comunistas que queriam transformar o Chile numa nova Cuba.

2- Sou um ser bondoso e não fui um ditador. Os ditadores perpetuam-se no poder e eu cedi o meu em 1990.

3- Não tenho de pedir desculpas de nada. Os outros é que deveriam pedir-me desculpas pelo que me tentaram fazer (referia-se ao atentado prepretado pela Frente F. Marti).

4- Estou a escrever um longo documento, para as próximas gerações poderem ficar a saber o que realmente se passou no Chile.

5- Aqueles que o acusam de excessos apenas tem de dizer que se existiram, não foram relevantes. E não lamenta nada do ocorrido.

6- Sobre Baltazar Garçon e de outros juízes chilenos que o quiseram condenar, diz que são pessoas ávidas de protagonismo e agem em função de interesses próprios.

Esclarecedor.

Bandido. Canalha.

ESQUECER. NUNCA!


|